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quarta-feira, 22 de abril de 2015

Dólar opera em queda e volta a ser vendido abaixo de R$ 3

Na segunda-feira, moeda fechou em baixa de 0,46%.
Nesta quarta, dólar segue perto dos R$ 3.

Depois de uma manhã com instabilidade, o dólar opera em queda nesta quarta-feira (22), e chegou a vendido abaixo de R$ 3.
Por volta das 13h20, a moeda norte-americana caía 0,55%, cotada a R$ 3,0107 na venda. Mais cedo, chegou a ser cotada a R$ 2,9981. O dólar fechou abaixo dos R$ 3 pela última vez em 4 de março, a R$ 2,9807. Veja a cotação
O mercado aguarda a divulgação dos resultados auditados do terceiro e quarto trimestres do ano passado da Petrobras, nesta quarta-feira, após o fechamento dos mercados.
"O foco hoje deve ser sobre a divulgação do fortemente esperado resultado da Petrobras e as estimativas de custo dos problemas de corrupção", informou o Scotiabank em relatório enviado a clientes.
Além da expectativa pelos resultados da Petrobras, o mercado acompanha ainda a votação de medidas importantes no Congresso. A expectativa é que o Congresso pode votar ainda nesta sessão a Medida Provisória 665, que altera regras de acesso a benefícios trabalhistas.
O Plenário da Câmara volta a analisar destaques ao projeto da terceirização nesta tarde, enquanto o Plenário do Senado deve analisar projeto sobre a indexação da dívida de Estados e municípios.
"O dia está bem recheado de situações locais que ajudam a manter cautela", disse à Reuters o economista da Tendências Consultoria Silvio Campos Neto.
Nesta quarta, o Banco Central faz mais um leilão de rolagem dos swaps que vencem em 4 de maio, que equivalem a US$ 10,115 bilhões, com oferta de até 10,6 mil contratos.
Na segunda-feira, o dólar fechou em queda ante o real, revertendo parte da alta da última sessão, com investidores evitando fazer grandes movimentos na véspera de um feriado local e em sessão sem divulgação de indicadores econômicos relevantes.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Corrupção na Petrobras deveria ter sido investigada nos anos 90, diz Dilma

A presidente Dilma Rousseff (PT) disse nesta sexta-feira (20) que se casos suspeitos de corrupção na Petrobras tivessem sido investigados durante o governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), do PSDB, já na década de 1990, o esquema descoberto pela operação Lava Jato que envolve a estatal não ocorreria.
"Se em 1996 e 1997 tivessem investigado e tivessem naquele momento punido, nós não teríamos o caso desse funcionário que ficou quase 20 anos praticando atos de corrupção. A impunidade leva a água para o moinho da corrupção", disse Dilma após cerimônia no Palácio do Planalto. 
Foi a primeira entrevista de Dilma em seu segundo mandato na Presidência. A presidente não dava declarações à imprensa desde dezembro de 2014.
Barusco disse à PF que abriu uma conta na Suíça no final da década de 1990 para receber as remessas ilegais de dinheiro da SBM, que, segundo ele, totalizaram US$ 22 milhões até 2010.
Dilma disse também que os esquemas de corrupção agora são investigados. "Hoje nós demos um passo e para esse passo devemos olhar e valorizar. Não tem 'engavetador da República', não tem controle da Polícia Federal, nós não nomeamos pessoas políticas para os cargos da Polícia Federal. E isso significa que o Ministério Público e a Justiça e todos os órgãos do Judiciário que o que está havendo no Brasil é o processo de investigação como nunca foi feito antes."
A presidente também isentou as empresas dos "malfeitos" investigados pela Lava Jato, dizendo que eles foram cometidos por funcionários.
Para Dilma, as investigações contra executivos e acionistas das empreiteiras suspeitas de participarem do esquema de corrupção não podem interferir nas obras no país. "É necessário criar emprego e gerar renda no Brasil".
"Isso não significa, de maneira alguma, ser conivente, ou apoiar, ou impedir qualquer investigação ou qualquer punição a quem quer que seja, doa a quem doer", afirmou.
Dilma disse ainda que não irá tratar a Petrobras como principal responsável pela corrupção e que quem deve responder pelas irregularidades cometidas na empresa são os funcionários que praticaram atos de desvio e lavagem de dinheiro da estatal.
"Quem praticou malfeitos foram funcionários da Petrobras, que vão ter de pagar por isso. Quem cometeu malfeito, quem participou de atos de corrupção vai ter de responder por eles, essa é a regra do Brasil", disse.
As declarações foram dadas pela presidente em uma entrevista coletiva após a cerimônia de entrega das cartas credenciais dos embaixadores estrangeiros no Palácio do Planalto, em Brasília.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Resgatados em navio-plataforma que explodiu chegam a Vitória

Trinta e três pessoas chegaram à capital por volta das 21h.
Navio-plataforma explodiu no litoral de Aracruz, deixando 3 mortos.

Os trabalhadores que não se feriram na explosão no navio-plataforma FPSO Cidade de São Mateus, que explodiu nesta quarta-feira (11) no litoral de Aracruz, Norte do Espírito Santo, foram resgatadas e transportadas até Vitória, onde se hospedam em um hotel na orla de Camburi. Cerca de 30 pessoas chegaram ao local ainda durante a tarde e 33 por volta das 21h, entre homens e mulheres.
O navio-plataforma explodiu por volta de 12h50, no litoral de Aracruz, Norte do estado. Segundo a Agência Nacional de Petróleo (ANP), 74 pessoas estavam no navio-plataforma. Não houve vazamento de óleo no mar. Três pessoas morreram, dez ficaram feridas e seis estão desaparecidas. Os demais trabalhadores foram resgatados e levados para um hotel em Vitória.
Os funcionários que chegaram ao Terminal Portuário de Vila Velha durante a noite passaram por uma triagem, feita por uma equipe médica. Aqueles que tinham algum tipo de ferimento ou outro problema foram levados para hospitais da região, como foi o caso de uma mulher que estava em estado de choque. Os outros seguiram para o hotel em Vitória.
Uma autônoma de 36 anos, esposa de um operador de produção que estava no navio, contou que o marido está entre as pessoas embarcadas que não se feriram. "Na hora que soube da explosão, senti uma coisa muito ruim. Medo, angústia e desespero, aquela dúvida entre chorar e rezar. Entrei em contato com a empresa que meu marido trabalha e fui informada de que ele não estava entre os mortos e feridos. Me orientaram a ir para o hotel, para encontrar com ele", disse, sem se identificar.
Assim como ela, muitos familiares seguiram para o hotel a espera de notícias e pela chegada dos funcionários resgatados, o que ocorreu por volta das 23h20. "Está tudo bem, agora estou aliviado", se limitou em dizer um dos funcionários.
Feridos
Entre os 10 trabalhadores que se feriram na explosão do navio-plataforma no litoral do Espírito Santo, nesta quarta-feira (11), oito estão em um mesmo hospital particular da Serra, na Grande Vitória. O diretor técnico do Vitória Apart Hospital, Cláudio Pinheiro, informou que o paciente em estado mais crítico é um filipino, que está em sedação profunda. Dos oito internados, cinco são brasileiros e três estrangeiros; sete são homens.
O diretor explicou que três pessoas, incluindo o filipino, estão em estado grave, três em moderado e duas com ferimentos mais leves. "O paciente filipino foi o único que chegou ao hospital sedado, os outros chegaram conscientes. Os que tem ferimentos mais leves não estão recebendo menos atenção, pois ainda podem aparecer traumas. Soubemos que um dos feridos ficou preso em um elevador e inalou muita fumaça, o que foi bastante prejudicial", disse.